Movimento de Ocupação da Reitoria da UFBA - MORU

Desde o dia 1º de outubro DE 2007, estudantes da Universidade Federal da Bahia ocupam a Reitoria da instituição com o objetivo de protestar contra a atual (falta de) política de assistência estudantil da gestão do reitor Naomar de Almeida Filho e contra o decreto que institui o REUNI, além de pretenderem amadurecer o debate e a luta por um modelo de universidade realmente popular.

E-mail para contato: ocupacaoufba@gmail.com

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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

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Jornal CORREIO DA BAHIA - Versão On Line - Dia 09/ 10


Estudantes mantêm ocupação do prédio da reitoria da Ufba

Cilene Brito

A reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba) continua ocupada pelos estudantes da instituição. Há nove dias, eles permanecem nas salas dos conselhos universitários e prometem um ato público na manhã de hoje. Dois grupos sairão em caminhada da Faculdade de Geociências e de outros campus do Canela, em direção à Faculdade de Educação (Faced), no Vale do Canela. Lá, eles participarão de um debate para discutir os rumos do movimento.

Ao meio-dia, os estudantes prometem fechar a Avenida Padre Feijó, onde servirão um almoço batizado de “almoço da encruzilhada” para reivindicar a construção dos restaurantes universitários. Entre outras reivindicações, os estudantes são contra a adesão da Ufba ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Até a noite de ontem, os estudantes não tiveram nenhuma reunião oficial com os representante da instituição. A única sinalização da instituição veio, na semana passada, por meio de um documento assinado pelo pró-reitor de assistência estudantil, Álamo Pimentel, e pelo vice-reitor, Francisco Mesquita, garantindo a reforma do restaurante universitário e da residência em 2008. Entretanto, o compromisso teve o descrédito dos estudantes, que não têm previsão para a desocupação do prédio.

De acordo com Maiía Guedes, representante do Diretório Acadêmico de Teatro, os estudantes estão elaborando um documento com a pauta de reivindicação que deverá ser entregue ao reitor, Naomar Almeida Filho, ainda esta semana. O documento foi levado para aprovação em assembléia estudantil na noite de ontem. “A nossa luta é por uma assistência estudantil e por uma universidade de qualidade”, afirmou Guedes.

A estudante afirma que todos estão contra aprovação do Reuni, por entender que se trata de um programa produtivista e de desqualificação do ensino superior. Isso porque ele impõe metas às universidades que devem ser cumpridas num período de cinco anos. Uma delas é aumentar a relação número de professor por estudante. O indicado é passar de um professor para cada 12 estudantes para um professor para cada 18 alunos. Outra meta é a de obter aprovação de 90% dos estudantes. Somente batendo estas metas, as universidades poderão conseguir aumento de 20% no valor do repasse da verba.

“Em cinco anos, a universidade vai dobrar o número de alunos como mesmo número de professores e funcionários. Como um aumento de 20% vai cobrir tudo isso?”, argumenta a estudante.

“Eles estão exigindo a aprovação de 90% dos estudantes e o resultado disso será uma aprovação aleatória. É o mesmo que acontece hoje com o ensino médio público. Os alunos passam por passar e saem das escolas sem aprender nada”, avalia.
Segundo o reitor da Ufba, Naomar Almeida Filho, o grupo que ocupa a reitoria não representa o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da universidade, portanto, não é uma instância representativa para negociação. “Temos um regimento que deve ser cumprido. A universidade só pode negociar uma pauta com uma instância legítima da instituição”, afirmou. Segundo Almeida Filho, os representantes do DCE não fizeram qualquer tipo de solicitação oficial à reitoria.

Fonte: http://www.correiodabahia.com.br/aquisalvador/noticia.asp?codigo=138871

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