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Estudantes da Ufba anunciam ato público hoje 09/10/2007 - 9h10m
A reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba) continua ocupada pelos estudantes da instituição. Há nove dias, eles permanecem nas salas dos conselhos universitários e prometem um ato público na manhã desta terça-feira (9). Dois grupos sairão em caminhada da Faculdade de Geociências e de outros campus do Canela, em direção à Faculdade de Educação (Faced), no Vale do Canela. Lá, eles participarão de um debate para discutir os rumos do movimento.
Ao meio-dia, os estudantes prometem fechar a Avenida Padre Feijó, onde servirão um almoço batizado de “almoço da encruzilhada” para reivindicar a construção dos restaurantes universitários. Entre outras reivindicações, os estudantes são contra a adesão da Ufba ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).
Até a noite de ontem, os estudantes não tiveram nenhuma reunião oficial com os representante da instituição. A única sinalização da instituição veio, na semana passada, por meio de um documento assinado pelo pró-reitor de assistência estudantil, Álamo Pimentel, e pelo vice-reitor, Francisco Mesquita, garantindo a reforma do restaurante universitário e da residência em 2008. Entretanto, o compromisso teve o descrédito dos estudantes, que não têm previsão para a desocupação do prédio.
De acordo com Maiía Guedes, representante do Diretório Acadêmico de Teatro, os estudantes estão elaborando um documento com a pauta de reivindicação que deverá ser entregue ao reitor, Naomar Almeida Filho, ainda esta semana. O documento foi levado para aprovação em assembléia estudantil na noite de ontem.
A estudante afirma que todos estão contra aprovação do Reuni, por entender que se trata de um programa produtivista e de desqualificação do ensino superior. Isso porque ele impõe metas às universidades que devem ser cumpridas num período de cinco anos. Uma delas é aumentar a relação número de professor por estudante. O indicado é passar de um professor para cada 12 estudantes para um professor para cada 18 alunos. Outra meta é a de obter aprovação de 90% dos estudantes. Somente batendo estas metas, as universidades poderão conseguir aumento de 20% no valor do repasse da verba.
Segundo o reitor da Ufba, Naomar Almeida Filho, o grupo que ocupa a reitoria não representa o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da universidade, portanto, não é uma instância representativa para negociação. Segundo Almeida Filho, os representantes do DCE não fizeram qualquer tipo de solicitação oficial à reitoria.
*Fonte: Corrreio da Bahia
http://ibahia.globo.com/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=158031&id_secao=151
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
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